terça-feira, 14 de abril de 2015

Coletânea Krishnamurti

Somos aquilo que possuímos


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Somos aquilo que possuímos. O homem que possui dinheiro é o dinheiro. O homem que se identifica com a propriedade é a propriedade, ou a casa ou o mobiliário. Analogamente com ideias ou com pessoas, e quando há possessividade, não há relação. Mas a maioria de nós possui porque nada mais temos se não possuirmos. Somos conchas vazias se não possuirmos, se não preenchermos a nossa vida com mobiliário, com música, com conhecimento, com isto ou com aquilo. E essa concha faz muito barulho, e a esse barulho chamamos de viver, e com isso ficamos satisfeitos. E quando há uma interrupção, um separar-se disso, então há sofrimento porque nessa altura subitamente você se descobre a si mesmo tal como realmente é – uma concha vazia, sem muito significado. - Krishnamurti, The Collected Works vol V, p 297



A nossa atividade diária gira em torno de nós mesmos


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A maior parte da nossa atividade diária gira em torno de nós mesmos; está baseada no nosso ponto de vista particular, nas nossas experiências e idiossincrasias particulares. Pensamos em termos da nossa família, do nosso emprego, do que desejamos alcançar, e também em termos dos nossos medos, esperanças e desesperos. Tudo isto é obviamente egocêntrico e produz um estado de autoisolamento, como podemos ver no nosso dia-a-dia. Temos os nossos próprios desejos secretos, as nossas buscas e ambições ocultas, e nunca estamos profundamente relacionados com ninguém, quer com as nossas esposas, os nossos maridos, quer com os nossos filhos. Este autoisolamento é o resultado de fugirmos do nosso tédio diário, das frustrações e trivialidades da nossa vida diária. É causado também pela nossa fuga de várias maneiras da sensação extraordinária de solidão que se apodera de nós quando subitamente nos sentimos sem relação com nada, quando tudo está à distância e não há comunhão, não há relacionamento com ninguém. - Krishnamurti, The Collected Works vol XIV, pp 219-220



Eu começo com coisas simples


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Vendo o mundo, vendo a humanidade, o “eu”, e a necessidade de uma revolução total, radical, como é possível ocasioná-la? Ela só pode ser ocasionada quando o observador já não faz um esforço para mudar, porque ele próprio faz parte daquilo que tenta mudar. Portanto, cessa totalmente toda a ação por parte do observador, e nesta inação total existe uma ação muito diferente. Não há nada de misterioso ou místico acerca de tudo isto. É um simples fato. Eu não começo pelo limite extremo do problema, que é a cessação do observador; começo com coisas simples. Consigo olhar para uma flor na beira da estrada ou no meu quarto sem que surjam todos os pensamentos, o pensamento que diz: “É uma rosa; gosto do cheiro dela, do perfume”, e assim por diante? Consigo simplesmente observar sem o observador? Se você não tiver feito isso, faça-o, ao nível mais baixo, mais simples. Não é realmente o nível mais baixo; se souber fazer isso, você terá feito tudo. - Krishnamurti, The Collected Works vol XVI, p 205



Quando você começa muito perto…


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Geralmente começamos com o que está mais longe – o princípio supremo, o mais alto ideal, e perdemo-nos em algum sonho vago de pensamento imaginativo. Mas quando você começa muito perto, com o que está mais perto, que é você mesmo, então o mundo inteiro está patente, pois você é o mundo, e o mundo para além de você é somente a natureza. A natureza não é imaginária: ela é real; e o que está acontecendo agora com você é real. Você deve começar a partir do real – com o que está acontecendo agora – e o agora é atemporal. - Krishnamurti, Letters to the Schools vol I, p 58



Não o autoaperfeiçoamento


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O homem que deseja aperfeiçoar-se jamais poderá estar consciente, pois aperfeiçoamento implica condenação e a obtenção de um resultado. Ao passo que, no estar consciente, há observação sem condenação, sem rejeição ou aceitação. Esse estar consciente começa com as coisas exteriores, tendo consciência, estando em contato com os objetos, com a natureza. Primeiro, há o ter consciência das coisas ao redor de si, sendo sensível aos objetos, à natureza, depois às pessoas, o que significa relacionamento; depois há o ter consciência da ideia. Esta consciência, sendo sensível às coisas, à natureza, às pessoas, às ideias, não é constituída por processos separados, mas é sim um processo unitário. É uma observação constante de tudo, de cada pensamento e sentimento e ação, à medida que surgem dentro da pessoa. - Krishnamurti, The First and Last Freedom, p 173



Consciência das coisas exteriores


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Se você tiver consciência das coisas exteriores – a curva da estrada, a forma de uma árvore, a cor da roupa de outra pessoa, o contorno das montanhas contra o céu azul, a delicadeza de uma flor, a dor estampada na face de um transeunte, a ignorância, a inveja, o ciúme dos outros, a beleza da Terra – então, vendo todas essas coisas exteriores sem condenação, sem escolha, você pode deixar-se levar pela maré da consciência interior. Você terá, então, consciência das suas próprias reações, da sua própria mesquinhez, dos seus próprios ciúmes. A partir da consciência exterior, você chega à interior; mas se você não tiver consciência do externo, não poderá chegar ao interno... Quando há consciência interior de cada atividade da sua mente e do seu corpo; quando você tem consciência dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, tanto secretos quanto patentes, conscientes e inconscientes, então desta consciência surge uma clareza que não é induzida, não é construída pela mente. - Krishnamurti, The Collected Works vol XV p 243



Autoconhecimento


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O autoconhecimento é o começo da sabedoria. No autoconhecimento está o universo inteiro; ele abrange todas as lutas da humanidade. - Krishnamurti, This Matter of Culture p 113



Para ir longe você tem de começar muito perto


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Certamente, para ir longe, você tem de começar muito perto; mas começar perto é muito difícil para a maioria de nós, pois queremos fugir de “o que é”, fugir ao fato do que somos. Sem nos compreendermos, não podemos ir longe, e estamos em constante relacionamento; não há existência alguma sem relacionamento. Portanto o relacionamento é o imediato, e para ir além do imediato, tem de haver a compreensão do relacionamento. Mas nós preferimos examinar aquilo que está bem longe, aquilo que chamamos de Deus ou verdade, a realizar uma revolução fundamental em nosso relacionamento, e esta fuga para Deus ou para a verdade é completamente fictícia, irreal. O relacionamento é a única coisa que temos, e sem compreendermos esse relacionamento jamais poderemos descobrir o que é a realidade ou o que é Deus. Portanto, para ocasionar uma mudança completa na estrutura social, na sociedade, o indivíduo tem de purificar o seu relacionamento, e a purificação do relacionamento é o começo da sua própria transformação. - Krishnamurti, The Collected Works vol VI pp 137



Observando-se a si mesmo


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Afinal, conhecer-se a si mesmo é observar o seu comportamento, as suas palavras, o que você faz em seus relacionamentos diários; isso é tudo. Comece com isso e verá quão extraordinariamente difícil é ter consciência, apenas observar o seu tipo de comportamento, as palavras que usa com o seu empregado, o seu chefe, a atitude que tem em relação às pessoas, às ideias e às coisas. Apenas observe seus pensamentos, seus motivos, no espelho das relações, e verá que, no momento em que observa, você quer corrigir; você diz: “Isto é bom, isto é ruim, tenho de fazer isto e não aquilo.” Ao ver-se no espelho do relacionamento, sua abordagem é de condenação ou de justificação; portanto, você distorce aquilo que vê. Ao passo que, se você simplesmente observar naquele espelho a sua atitude em relação às pessoas, às ideias e às coisas, se você vir somente o fato, sem julgamento, sem condenação ou aceitação, então descobrirá que a própria percepção tem sua própria ação. Esse é o começo do autoconhecimento. - Krishnamurti, The Collected Works vol VI p 307



O autoconhecimento mediante o relacionamento


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O autoconhecimento não se dá em conformidade com nenhuma fórmula. Você pode consultar-se com um psicólogo ou psicanalista para descobrir coisas sobre si mesmo, mas isso não é autoconhecimento. O autoconhecimento surge quando temos consciência de nós mesmos no relacionamento, o que revela o que somos de momento a momento. O relacionamento é um espelho em que podemos ver-nos como realmente somos. Mas a maioria de nós é incapaz de olhar-se tal como é no relacionamento, porque imediatamente começamos a condenar ou justificar aquilo que vemos. Nós julgamos, avaliamos, comparamos, negamos ou aceitamos, mas nunca observamos realmente “o que é”, e, para a maioria das pessoas, isto parece ser a coisa mais difícil de fazer; contudo somente isto é o começo do autoconhecimento. - Krishnamurti, The Collected Works vol IX p 137



O relacionamento é o espelho


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O relacionamento é o espelho em que podemos ver-nos como somos. Toda a vida é um movimento de relacionamento. Não existe nada vivo na Terra que não esteja relacionado com uma coisa ou com outra. Mesmo o eremita, o homem que parte para um lugar solitário, está relacionado com o seu passado, está relacionado com aqueles que estão ao seu redor. Não há como fugir ao relacionamento. Nesse relacionamento que é o espelho no qual podemos ver-nos, podemos também descobrir o que somos, as nossas reações, os nossos preconceitos, os nossos medos, depressão, ansiedades, solidão, sofrimento, dor, pesar. Podemos também descobrir se amamos ou se o amor não existe. Por conseguinte examinaremos a questão do relacionamento porque ele é a base do amor. - Krishnamurti, Mind Without Measure p 79



Mudando a sua relação


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Viver é estar relacionado. Portanto tenho que compreender e tenho que mudar. Tenho que descobrir como ocasionar uma mudança radical na minha relação, porque, afinal, isso produz guerras; é isso que está acontecendo neste país entre os paquistaneses e os hindus, entre os muçulmanos e os hindus, entre os árabes e os judeus. Não há , portanto, saída através do templo, através da mesquita, através das igrejas cristãs, através da discussão da Vedanta, deste e daquele e dos outros sistemas diferentes. Não há saída a menos que você, como ser humano, mude radicalmente a sua relação. Surge agora o problema: Como vou mudar, não abstratamente, a relação que está agora baseada em procuras e prazeres egocêntricos? - Krishnamurti, The Collected Works vol XVI pp 34-35



A relação como meio de fuga


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A relação só tem um significado verdadeiro quando é um processo de autorrevelação, quando nos revela a nós mesmos na própria ação da relação. Mas a maior parte de nós não quer ser revelada na relação. Pelo contrário, usamos a relação como um meio de encobrir a nossa própria insuficiência, as nossas próprias dificuldades, a nossa própria incerteza. A relação torna-se, portanto, mero movimento, mera atividade. Não sei se repararam que a relação é muito dolorosa, e que desde que não seja um processo revelador em que você descobre a si mesmo, a relação é simplesmente um meio de fuga de si mesmo. - Krishnamurti, The Collected Works vol V p 230



Nem renúncia nem aceitação


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Para nos compreendermos profundamente, precisamos de equilíbrio. Isto é, não podemos abandonar o mundo, esperando compreender-nos, ou estar tão emaranhados no mundo que não haja ocasião de nos compreendermos. Tem que haver equilíbrio, nem renúncia nem aceitação. - Krishnamurti, The Collected Works vol III p 22



Viver é estar relacionado


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A compreensão de nós mesmos não chega através do processo de afastamento da sociedade ou através do isolamento numa torre de marfim. Se vocês e eu investigarmos realmente o assunto cuidadosa e inteligentemente, veremos que só conseguimos compreender a nós próprios na relação e não no isolamento. Ninguém consegue viver em isolamento. Viver é estar relacionado. Só no espelho da relação é que compreendo a mim mesmo, o que significa que tenho que estar extraordinariamente alerta nos meus pensamentos, sentimento e ações na relação. Isto não é um processo difícil ou um empreendimento super-humano; e como em todos os rios, enquanto a nascente dificilmente é perceptível, as águas ganham ímpeto à medida que se movem, à medida que se aprofundam. Neste mundo louco e caótico, se investigarem este processo deliberadamente, com cuidado, com paciência, sem condenar, verão como ele começa a ganhar ímpeto e que não é uma questão de tempo. - Krishnamurti, The Collected Works vol VI, pp 37-8



Procure resolver o problema em pequena escala


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Em um mundo de vastas organizações, vastas mobilizações de pessoas, movimentos em massa, temos medo de agir em pequena escala; temos medo de ser gente insignificante pondo em ordem a nossa própria parte. Dizemos a nós mesmos: “Que posso eu fazer pessoalmente? Preciso unir-me a um movimento de massas para fazer uma reforma.” Pelo contrário, a verdadeira revolução não ocorre por meio de movimento em massa mas mediante a revolução interior do relacionamento – só isso é reforma verdadeira, uma revolução radical, contínua. Temos receio de começar em pequena escala. Porque o problema é tão vasto, pensamos que temos de enfrentá-lo com grande quantidade de pessoas, com uma grande organização, com movimentos em massa. Certamente, temos de começar a procurar resolver o problema em pequena escala e na pequena escala do “eu” e do “você”. Quando eu compreendo a mim mesmo, compreendo você, e dessa compreensão vem o amor. - Krishnamurti, The Collected Works vol V p 96



Que posso fazer?


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E nós somos responsáveis. Não se engane dizendo: “Que posso fazer? Que posso fazer como indivíduo, vivendo uma vidinha de imitação, com toda a sua confusão e ignorância?” A ignorância só existe quando você não conhece a si mesmo. Autoconhecimento é sabedoria. Você pode desconhecer todos os livros do mundo (e espero que desconheça), todas as teorias mais recentes, mas isso não é ignorância. Ignorância é não se conhecer profundamente; e você não pode se conhecer se não conseguir olhar para si mesmo, ver-se como é realmente, sem nenhuma distorção, sem nenhum desejo de mudar. - Krishnamurti, Talks in Europe 1968, p 56



Crise na consciência


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Estamos enfrentando uma tremenda crise; uma crise que os políticos nunca conseguem resolver porque estão programados para pensar de um modo específico – nem os cientistas conseguem compreender ou resolver a crise; nem ainda o mundo dos negócios, o mundo do dinheiro. O momento decisivo, a decisão perceptiva, o desafio, não está na política, na religião, no mundo científico; está na nossa consciência. Tem de se compreender a consciência da humanidade, que nos trouxe a este ponto. - Krishnamurti, The Network of Thought, p 9



O homem dividiu a Terra


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É a nossa Terra, não a sua ou a minha ou a dele. Estamos destinados a viver nela, ajudando-nos uns aos outros, não nos destruindo uns aos outros. Isto não é nenhuma bobagem romântica, mas o fato real. Mas o homem dividiu a Terra, tendo esperança de que com isso no particular ele vá encontrar felicidade, segurança, uma sensação de permanente conforto. Até que ocorra uma mudança radical e apaguemos todas as nacionalidades, todas as ideologias, todas as divisões religiosas, e estabeleçamos um relacionamento global – primeiro psicologicamente, interiormente, antes de organizarmos o exterior – continuaremos com guerras. Se você causar dano a outros, se você matar outros, quer por raiva quer pelo assassinato organizado que é chamado de guerra, você – que é o resto da humanidade, não um ser humano separado combatendo o resto da humanidade – está destruindo a si mesmo. - Krishnamurti, Krishnamurti to Himself, p 60



Divisão entre os homens


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Por que existe, temos de perguntar, esta divisão, – os russos, os americanos, os britânicos, os franceses, os alemães, etc. – por que existe esta divisão entre homens, entre raças, cultura contra cultura, uma série de ideologias em oposição a outra? Por quê? Onde é que existe esta separação? O homem dividiu a Terra entre sua e minha – por quê? Será que tentamos encontrar segurança, autoproteção, em um grupo específico ou em uma crença, fé, específica? Porque as religiões também dividiram os homens, colocaram homem contra homem – os hindus, os muçulmanos, os cristãos, os judeus, etc. O nacionalismo, com o seu lamentável patriotismo, é na realidade uma forma glorificada, uma forma enobrecida, de tribalismo. Numa tribo pequena ou numa tribo muito grande, há um sentido de estar unido, de ter a mesma língua, as mesmas superstições, o mesmo tipo de sistema político, religioso. E a pessoa sente-se segura, protegida, feliz, confortada. E por essa segurança, esse conforto, estamos dispostos a matar outros que têm o mesmo tipo de desejo de estarem seguros, de se sentirem protegidos, de pertencerem a algo. Este terrível desejo de nos identificarmos com um grupo, com uma bandeira, com um ritual religioso, etc., dá-nos a sensação de termos raízes, de não sermos andarilhos sem lar. - Krishnamurti, Krishnamurti to Himself, pp 59-60

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