domingo, 3 de agosto de 2014

Qual é o meu Destino? A Astrologia pode Ajudar?

A Tradição Grega Arcaica nos conta que o rumo ou destino da vida de cada indivíduo da cidade era pautada pelas influências astrológicas.

A Astrologia na Grécia Arcaica, determinava desde o nascimento do indivíduo,  quais os astros regiam a sua vida, aos quais o destino dele seria diretamente vinculado. A começar pela escolha do nome deste indivíduo que era escolhido da seguinte forma:

Naquela época existia o Oráculo de Delphos, onde ficava o Tempĺo de Apolo, o Deus da Luz e da Beleza. Neste templo ficava a Pitonisa que representava a voz do Deus.

Se "consultando" com o oráculo, a criança recebia um nome de acordo com as influências astrológicas do momento do seu nascimento.

Cada Astro também representava potências divinas que concediam certos dotes e virtudes ou talentos a criança, eram estes talentos que deveriam ser trabalhados por toda a vida deste indivíduo.

Na passagem da infância para a vida adulta, o jovem deveria apresentar-se perante a cidade e fazer um discurso decor (que a raiz da palavra vem de coração), explicando quais eram seus talentos e de que forma eles seriam colocados a serviço da cidade de forma altruísta.

Ao contrário da Grécia Arcaica ou até mesmo a Grécia Clássica, que é o tempo em que viveu Sócrates e Platão, em nossos dias atuais, nascemos, vivemos e morremos sem ter a menor noção de qual é o nosso destino a cumprir e qual a nossa missão nesta vida.

Muito se deve é claro aos nossos governantes que já não servem nem protegem a muito tempo, apenas se dedicando a roubar e usurpar para si próprio. Mas isto não quer dizer que não possamos refletir e aprofundar quais são nossos talentos e a qual Deus nos assemelhamos, de quem somos filhos astrais.

  • A Apolo se nos atrai a beleza e a verdade.
  • A Athena se gostamos da sabedoria.
  • A Arthemis se somos identificados com a Natureza e suas expressões.
  • A Ares se temos o ímpeto guerreiro de vontade e transposição de obstáculos.
  • A Dionísio se temos a predisposição à alegria e desprendimento.
  • A Afrodite se somos dedicados ao amor e a afeição aos demais.


Enfim, vale a pena olhar para traz, para os nossos antepassados, e buscar o que de mais belo e verdadeiro podemos aprender com eles.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reencarnação Quântica e Criatividade Não Local - Física da Alma de Amit Goswami

E estava lendo o livro Física da Alma de Amit Goswami no capítulo onde ele fala sobre a reencarnação como um processo de a consciência habitar diversos corpos no presente, no futuro e no passado.

E o que me chamou atenção foi a explicação sobre nossos lampejos de criatividade, os insights, como sendo informações não locais, vindas de uma vida passada ou de uma vida futura como nos experimentos com partículas quânticas que se relacionam de forma não local, sem conexão física além do entrelaçamento quântico.

A Criatividade Vindo da Reencarnação

E se for pensar realmente é interessante que alguns insights realmente parecem vir como um vento que sopra e chega até nós sem uma explicação plausível além de criatividade, mas criatividade ou criação expontânea a partir do nada é algo muito mais difícil de explicar do que a explicação de que podemos através do entrelaçamento quântico entre nossas muitas existências, pegar emprestado experiências passadas e aprendizados futuros e trazer para o momento onde o insight acontece.

É apenas um pensamento criativo, mas é uma forma de ver a reencarnação além daquela forma FORMAL de alma cronológica e racional. Apenas um insight mais moderno, mais em nuvem...

eu@SamuelOss.com

quarta-feira, 12 de março de 2014

Trocando o Medo pela Coragem

Quando temos um compromisso que temos dúvida de nossa capacidade em realiza-lo ou apenas nunca fizemos antes e não sabemos como irá transcorrer, é natural que venha um medo, um frio na barriga, ansiedade extrema e outros sintomas, alguns sentem mais e outros sentem menos, mas não há quem nunca tenha sentido isso.

Para esse tipo de situação eu aprendi a muito tempo um conjunto de tecnicas que podem transformar este medo paralizante em um impulso de coragem e confiança, mas antes de falar sobre essas tecnicas vou explicar por que sentimos tamanho medo e ansiedade perante algumas situações.

Quando nos preparamos para apresentar um trabalho por exemplo, tentamos formular um plano em nossa mente, algo estruturado como um roteiro que tentaremos seguir a risca, desejamos ter exito em transmitir a idéia desta apresentação do trabalho e também queremos que as pessoas nos apreciem e reconheçam o nosso valor. Isto é o primeiro passo, a preparação, mas só isso não basta.

Os antigos Xamas Toltecas, segundo nos conta Carlos Castañeda, faziam esse planejamento e chamavam isso de inventário, só que eles iam além, após formular todo o inventário, seja do nosso exemplo do trabalho ou de outras ações diárias, no momento em que se consideravam prontos eles JOGAVAM FORA O INVENTÁRIO, isso mesmo, esqueciam tudo e partiam de fato para a ação com confiança total, pois ja haviam feito tudo que é possível em termos de planejamento e continuar nesta esfera de atuação não faria sentido. Neste momento a mente deve esvaziar-se de todo e qualquer conceito para dar espaço a uma outra inteligência, uma inteligência intuitiva e filosófica. Adicionalmente estes xamas consideravam-se guerreiros e toda atividade diária era como sua ultima batalha sobre a terra.

Se nos deslocar-mos para outro exemplo, uma batalha por exemplo. Após toda a preparação e os treinos, chega a hora da batalha e aí o que conta é a ação, simplesmente agir com confiança total, preparado para a morte. Faz sentido neste exemplo não é?

E em qualquer outra situação faz o mesmo sentido, nós é que nos acostumamos a racionalizar e re-racionalizar em um circulo vicioso sem nunca agir de forma genuina, de coração, sem reservas, preparado para qualquer coisa.

A tecnica que encontrei e que talvez possa servir para você também, não é nada complicada.

Em um momento da minha vida, eu dava treinos de artes marciais, e todo dia que tinha treino eu ficava extremamante ansioso, com frio na barriga, perdia o tonus muscular, ficava apavorado, mas em um certo dia tudo mudou, foi uma mudança interna que fez toda diferença.

Ao invez de sentir o frio na barriga eu levei essa sensação para o coração, e como que por mágica o calafrio do medo se transformou em um calor no centro do peito e pura confiança e alegria interior.

E o melhor de tudo é que não foi uma experiência isolada, funciona todas as vezes, é como um interruptor de uma lampada que está apagada e está tudo escuro, uma vez que descobrimos onde se localiza este interruptor podemos acende-lo sempre que quisermos.

Neste estado de consciência, ja não importa mais o inventário, podemos joga-lo fora pois sabemos que está tudo dentro e no momento exato vão aparecer, mas no momento exato, nem antes nem depois.

Um abraço;

SamuelOss.com

sábado, 8 de março de 2014

A Vaidade é o Maior Impecilho no Caminho do Guerreiro - Série Carlos Castañeda

No livro O Fogo Interior de Carlos Castañeda, o seu Mestre Dom Juan de Matus lhe ensina sobre a vaidade, os perigos que ela contém e o caminho para extingui-la.

O ponto principal sobre a vaidade é que o indivíduo considera que tudo que o rodeia tem estreita relação sobre ele, o problema desta crença é que o controle de sua vida está condicionado com o que as outras pessoas pensam ou agem em relação ao indivíduo, quer dizer, se alguém o ofende ele não tem outra opção a não ser ficar com raiva e justificar-se, se achar injustiçado e por aí vai. O problema disso é que você não tem controle sobre sua vida, sendo retirado do centro uma e outra vez, o tempo todo.

Este aspecto em si é apenas externo e o problema real fica abaixo da superfície, deixe-me explicar o conceito dos xamas em relação a isso.

Os xamas consideram que o indivíduo tem uma certa quantidade de energia que utiliza para perceber e interagir com o mundo, quanto mais energia ele acumula ou economiza, mais consciência ele adquire e mais aspectos da totalidade da realidade ele percebe.

O caso é que na descrição do problema de se ter vaidade é que quando o indivíduo se enfurece e dá início ao diálogo mental de ter sido injustiçado e etc, sua energia, seu poder pessoal, começa a ser drenado em grande quantidade para seu diálogo mental e a tempestade de emoções que se inicia, ocasionando a perda de consciência, em termos simplificados o indivíduo emburrece instantaneamente.

No caso do caminho do guerreiro, que é a conduta de vida dos xamas, isso significa que ele está fracassando em tornar-se um homem de conhecimento, na busca da sabedoria, que é a meta.

O que o homem comum não percebe é que a realidade não é definitiva, a própria física quântica já explica cientificamente que a realidade é o que acontece mais a nossa interpretação sobre o que acontece.

Resumindo este ensinamento de Dom Juan, a vaidade é o elemento que mais drena energia do guerreiro e isso inviabiliza o progresso na busca da sabedoria e da consciência total.


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quarta-feira, 5 de março de 2014

A Inocência das Crianças - Saltimbancos

Nestes tempos profanos quando tudo parece batido e superficial, nos colocar nos olhos de uma criança é como beber de uma fonte limpa e cristalina de bondade e beleza.

A criança tem o poder de ver tudo com pureza, de ver cada coisa como a mais bela, incrível e misteriosa. O assombro do mistério está presente em cada vivência dos pequenos.

Nós que ja "crescemos" temos dificuldade de ver as coisas, as pessoas e os acontecimentos com surpresa, acreditamos que já sabemos tudo, mas não é bem assim.

Sócrates, um grandioso filósofo da Grécia Clássica, costumava dizer a seguinte frase:

"- Só sei que nada sei."

Hoje te convido a escutar o musical Saltimbancos, mas realmente escutar, sem nenhuma outra preocupação em mente, e se você tiver um filho, sobrinho, irmão ou amigo pequenino, convide-o a escutar junto e veja sua face e seu olhar se iluminar com esta linda história.



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terça-feira, 4 de março de 2014

Portões de Fogo e os 300 de Esparta

Estou lendo pela segunda vez o livro Portões de Fogo, este livro narra a batalha das Termópilas onde 300 Espartanos e mais 10 mil aliados da Hélade se enfrentam com milhões de Persas.

O livro narra a história de alguns personagens como Polinikes (muitas vitórias), Dienekes, Alexandros, Leonidas e alguns outros heróis e seus escudeiros que cabaram sendo também heróis no final da batalha.

Eu vou ressaltar alguns pontos importantes que diferenciavam os espartanos dos demais:


  • O Estudo do Medo - Para os Espartanos era muito importante entender e dominar o medo, pois apesar de ser um mecanismo útil para nossa segurança, o medo também acaba por travar nosso aprendizado e nossas experiências e quando levado ao extremo nos tira a razão. Os Espartanos tinham diversas tecnicas para empurrar o medo ao limite e ainda assim manter-se consciente e calmo.
  • A União - Tanto na batalha quanto na convivência eles tinham o sentido de colméia, onde todos trabalhavam por todos excluindo o egoísmo de qualquer gênero, na batalha o guerreiro sabia que poderia confiar no seu companheiro a direita pois ele mesmo dava sua vida para proteger seu companheiro a esquerda, e era exatamente esta unidade que tornava a falange Espartana impenetrável.
  • A Disciplina - Outro fator que era decisivo para os Espartanos era a disciplina de treinos, eles treinavam até a exaustão literalmente, com diversos exercícios que só terminavam quando o guerreiro ja não podia mais se manter em pé. Para os povos vizinhos isso era considerado excessívo, porém quando a batalha começava era justamente este treinamento que garantia a serenidade e o controle em meio a mais sangrenta batalha.
  • A Hierarquia - Em Esparta, os mais sábios, mais valorosos, os que foram forjados no fogo da disciplina e da batalha eram quem comandavam, e também quem assumia a responsabilidade quando algo dava errado. Esses líderes eram amados pelos demais, pois eram uma referência de valor e virtude.

O que estou querendo dizer com tudo isso é que hoje mais do que nunca estamos carentes de valores, de virtudes, de união, de disciplina.

Há uma propaganda muito sutil nos falando sobre o conforto, as férias, o descanço, o individualismo, e democracia, mas onde isto está nos levando?

Não experimentamos mais glória, extase, amor verdadeiro, abnegação, não nos arriscamos mais, uma cicatriz em nosso corpo é visto como uma elemento feio e não como uma lembrança de guerra e de vitória.

A ciência tem ensinado que tudo que citei acima não são mais do que reações químicas e talvez por isso, os jovens não buscam mais alcançar esses sentimentos e idéias elevadas com a superação, em vez disso buscam formas muito inferiores do que isso nas drogas. E tudo tem se tornado artificial.

Vamos adiante guerreiros, é preciso reforçar a linha onde ela está quase quebrando, vamos manter nossos olhos bem abertos e reforçar a linha onde ela está fraca. Tem muita gente que acha que não existe mais beleza, bondade e justiça no mundo.

Você que leu este artigo e o entendeu com o mais fundo de sua alma tem o dever de ensinar e mostrar que o espírito ainda está vivo, que a chama ainda está acesa.

SamuelOss.com

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