terça-feira, 5 de maio de 2009

A Honra

Certa vez aprendi que a honra era a capacidade de reconhecer em si próprio o que deve e o que não deve ser feito, e cumprir com o que se lhe diz esta voz interior. Ou seja, honrado é o indivíduo que sente dentro de si o Destino, o Dever, o Dharma, como diriam os Hindus. Honrado é aquele que reconhece quem é e o que lhe diz respeito.
A Honra, deste modo, se associa à Identidade. Saber quem somos e atuar em conformidade com nossa natureza interior (não a exterior, aparente, toda variável e sujeita às circunstâncias pessoais). Ser fiel a si mesmo.
É um estado de consciência livre e forte. Não se aplica a qualquer homem ou mulher medíocres (na média...), mas às Damas e Cavalheiros, aos Heróis, aos Idelistas, aos Grandes em algum sentido, que sonham mais para a vida. Não dobrar-se às circunstâncias faz-me lembrar a Virtus que deve ter um líder, nas palavras de Maquiavel, para garantir boa Foturna para si e os seus.
Ora, se o dever justo de um Homem é promover a fraternidade, a cultura e a humanidade, nada mais certo que considerar a Honra e a Força como pilares desta expressão.
O comportamento que se espera de alguém honrado é de fidelidade para consigo e para com os seus princípios, pois estes não se negocia. As circunstâncias é que devem se modificar, não a essência do indivíduo honrado. Ele vai cumprir com seu Dever, custe o que custar para si. Como diria Kant, vai responder aos "mandatos da razão", ou seja, vai agir livre, por Vontade e Imperativo Categórico. Vai atuar. Vai garantir o processo!
O culto à Honra, à Verdade e à Força está esquecido dos jovens nos dias de hoje. Eu mesmo, como jovem que ainda sou, sinto falta de ver nos olhos de meus contemporâneos o brilho que uma vez vi nos meus próprios olhos e nos olhos daqueles que hoje considero meus Mestres. O culto à Honra poderia lançar a juventude novamente em direção às suas alturas, em direção aos seus sonhos. Por que não? Se o ser humano é divino em sua essência, não deve se contentar com as planícies. Somos mais das montanhas que das planícies...
Cultuar a Honra sempre foi atributo dos guerreiros, dos idelistas, dos líderes da humanidade. Mesmo nestes tempos difíceis, de extremo materialismo, angústia e problemas morais e físicos, num mundo que se dilacera a cada momento, podemos reivindicar um lugar para atuar de acordo ao espírito. Aliás, é isto o que estes tempos pedem: HOMENS E MULHERES HONRADOS!

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