domingo, 26 de abril de 2009

O homem e o cosmos

Os hindus nos falam de Maya que significa ilusão, no contexto esotérico significa o nosso mundo sensível ou mundo manifestado citado por vários sábios como sendo a sombra do mundo real. Munido desta descrição vamos tentar entender o cosmos para depois entender o homem filosoficamente.

A tradição nos conta que o universo manifestado ou cosmos foi criado do caos inicial, este caos não é o mesmo que entendemos hoje por esta palavra, significa o universo não manifestado, inexplicável e inexprimível, isento de ordem como conhecemos, o que não quer dizer que seja desordenado, seria mais como o não ser, o latente.

A partir do caos e por um impulso de vontade do Logos, que é como os Gregos chamavam Deus, (é preferível chamar de Logos porque assim conseguimos despersonalizar Deus considerando Logos como o mistério que está em tudo), criou-se a dualidade manifestada se ramificando em múltiplas formas desde os sistemas solares até o homem.

Nesta descida na matéria o princípio UNO, Espiritual ou Logos habita em todas as formas, dai também se origina o Mito dos anjos caídos. O objetivo disto como podemos conceber é de este ser espiritual, que é consciente e onisciente em seu próprio plano espiritual, tornar-se consciente e com poder criativo também na matéria mais densa, passar por experiências diversas na matéria para depois voltar ao seu plano mas com condições de agir também em planos mais densos.

Os grandes sábios que vieram nos ensinar tinham como atributo comum algumas características como amor a todos os seres, pensamento que transcendia o intelectual, poder imaginativo e criativo.

As coisas que eles nos ensinaram talvez tenham sido mal interpretadas pois eles não queriam que fossemos bonzinhos com nossos irmãos e altruístas por que é bonito ser assim, embora a questão da estética tenha valor nisso, o verdadeiro objetivo é que tenhamos esta melhora na conduta moral para que possamos se desapegar de sentimentos que nos prendem a matéria e nos fazem esquecer do ser resplandecente que somos em potencial.

Exemplo: A questão do dinheiro, não é errado termos muito dinheiro, é ótimo termos dinheiro pois assim podemos realizar com muito mais potência, o problema do dinheiro reside no momento em que ele se torna o centro de nossa atenção, focamos nossa vontade e consciência sempre em como conseguir mais dinheiro e o que é pior em como guarda-lo para que ninguém se apodere dele, com esse pensamento estamos nos separando de nossos semelhantes voluntariamente.

Exemplo 2: Queremos ser muito inteligentes, de preferência a pessoa mais inteligente que existe sobre a terra. Neste afã de busca de informações acabamos por nos perder num labirinto de curiosidades para PARECER inteligente aos demais. Os sábios nos mostraram que o importante é termos mais conhecimento em direção a sabedoria e não SOMENTE informações intelectuais. O motivo disso é que nosso pensamento analítico é parte de Maya ou ilusão e deveria servir sim como uma mola propulsora que nos impulsionasse pouco a pouco a um plano mais subjetivo do pensar até chegarmos a compreender as coisas de forma direta, como que por intuição.

A miragem toma nossa atenção ofuscando o real e o sistema hoje está montado com este objetivo, desde a mídia até as religiões manipuladas. É mister buscarmos um maior altruísmo, vermos os demais como nossos iguais em essência, focar nas virtudes dos outros e não nos defeitos, trabalho sem apego ao fruto, estudo comparativo entre religiões, ciências, filosofias, artes, políticas, etc... E finalmente desenvolvermos deliberadamente virtudes em nós mesmos, este é o início do caminho, da trilha para que os anjos caídos possam novamente recuperar seu aspecto espiritual, sagrado e UNO. Nosso Deus Interior.

Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os Deuses e o Universo!

A!

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