terça-feira, 21 de julho de 2009

A filosofia de Carlos Castañeda

“Por mais aterrador que seja o conhecimento, é mais terrível ainda pensar no homem sem conhecimento”.

Carlos Castañeda, escreveu sete livros até o ano de 1987, já lançados em vários países e lidos por milhares de pessoas. No Brasil estes livros foram lançados pela Editora Record, conforme esta ordem : A Erva do Diabo (1968), Uma Estranha Realidade (1971), Viagem a Ixtlan (1972), Porta para o Infinito (1974), O Segundo Círculo do Poder (1977), O Presente da Águia (1981) e O Fogo Interior (1984).
Para maior compreensão é interessante lê-los na ordem acima, pois as experiências transmitidas evoluem de livro para livro. Segundo Castañeda, suas experiências foram adquiridas quando ele entrou em contato com Don Juan Matus, feiticeiro da tribo dos Yaquis, em Sonora, norte do México.
Seu aprendizado iniciou-se em 1960 quando, na condição de antropólogo, foi estudar ervas medicinais entre os índios. Castañeda, abalado pelas experiências que Don Juan lhe propunha, abandona o aprendizado no ano de 1965, mas retorna em 1968 e o conclui em 1971.
Pouco se sabe de sua vida pessoal e, segundo Don Juan, seu Mestre, a história pessoal de um homem que trilha o caminho do conhecimento deve ser apagada, porque através dela as pessoas o controlam, tornando rígido o seu comportamento.
Quanto à sua obra, tem-se questionado se realmente baseia-se em fatos verídicos ou se é fruto de sua imaginação, mas, de qualquer maneira, apresenta muitos aspectos positivos, despertando em muitas pessoas o interesse pela investigação.

LIBERDADE TOTAL SIGNIFICA CONSCIÊNCIA TOTAL

Castañeda aprende com seu Mestre que a busca da liberdade é o verdadeiro sentido da vida de um homem e que somente é livre aquele que busca o conhecimento.
Somente o homem consciente é capaz de discernir entre o que é certo e o que é errado, libertando-se do engano. “Liberdade total significa consciência total”. A sua evolução, sentido da sua vida, significa a evolução da sua consciência. O conhecimento resulta em poder. “Saber é poder”, mas todo poder implica em compromisso. A ligação entre esses elementos - liberdade, conhecimento, poder e compromisso é um dos pontos fundamentais da obra de Castañeda.

QUANDO O DISCÍPULO ESTÁ PREPARADO, O MESTRE APARECE

Para Don Juan, o conhecimento não é uma dádiva do céu, nem é algo que se adquire sem nenhum esforço. Pelo contrário, requer muito esforço por parte do aprendiz e a presença de um Mestre, uma fonte viva que o transmita.
O aprendiz não é selecionado ao acaso, a condição para o homem se tornar um aprendiz é que já tenha desenvolvido um certo “poder pessoal” ou seja, que tenha um interesse pelo conhecimento e o esforço desenvolvido em função desse interesse, são os elementos que o conduzirão ao seu Mestre. O conhecimento ainda é a melhor coisa que o homem pode almejar.

Síntese do artigo homônimo, autor Luís Carlos Marques Fonseca, revista N.A. nº. 1 - 1987

EXISTEM VÁRIAS POSSIBILIDADES DE VER O MUNDO

Segundo Don Juan, a maneira como o homem comum vê o mundo resulta de um aprendizado que se inicia na infância, quando a consciência começa a se desenvolver. A princípio, a criança vê o mundo de maneira caótica. Seus pais e familiares, o ajudam a organizar seu mundo, mas, sem perceber, ela fica prisioneira desse mundo esquecendo-se de que foi ela mesma que o criou e que existem outras possibilidades.
O primeiro passo a ser dado pelo homem que busca o conhecimento é compreender que a visão que ele tem do mundo não é definitiva. Existem outras possibilidades e outros mundos possíveis de serem utilizados pelos homens, desde que respeitadas as leis que os constituem.
Sendo Don Juan um índio, conhece e sabe utilizar o mundo dos feiticeiros e ensina a Castañeda essa forma diferente de ver e utilizar o mundo e o adverte para não ficar preso nele, pois seria pior ainda do que ficar preso ao mundo dos homens comuns.
Don Juan acredita que quando o homem conhece uma outra visão do mundo, diferente da comum, fica mais acessível a outras possibilidades, pois o desenvolvimento da consciência consiste em conhecer e saber utilizar através das leis específicas (ação e reação), a maior quantidade de mundos possíveis...
Para Don Juan, o homem livre é aquele que, conhecendo vários mundos, não limita seu Ser a nenhum deles, embora utilize todos.

SÓ COMO GUERREIRO É QUE O HOMEM PODE SOBREVIVER NO CAMINHO DO CONHECIMENTO

Para o homem suportar as etapas do aprendizado é necessário adquirir, através de muita disciplina de vida, total controle de si mesmo (físico, emocional e mental). Quando adquire o conhecimento e o autocontrole, torna-se impecável, o que significa a máxima eficiência em qualquer ação que desempenhe. O homem impecável é considerado um guerreiro.
As qualidades básicas do guerreiro são: o autocontrole, a disciplina, a paciência, a vontade, a humildade, a impecabilidade, o desprendimento, o esforço contínuo (ação) e a intenção inflexível.
Os principais inimigos do guerreiro são a indolência, a preguiça e a vaidade.
Os guerreiros preparam-se para ser conscientes e a consciência plena só chega quando não há mais vaidade. “Quando são nada, tornam-se tudo”.
Uma sociedade constituída por indivíduos cujo principal objetivo da vida é a busca do conhecimento, tem muito mais condição de oferecer justiça social do que uma sociedade formada por pessoas em disputa constante pela posse de bens materiais.
A busca do conhecimento gera sabedoria, a busca de bens materiais gera disputa, conflitos, guerras, corrupção, injustiça social.
Cremos que na obra de Carlos Castañeda existem elementos essenciais para despertar o interesse do homem pelo conhecimento, e assim, quem sabe um dia, a humanidade possa vir a ser dirigida por sábios.

Síntese do artigo homônimo, autor Luís Carlos Marques Fonseca, revista N.A. nº. 1 - 1987

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O "EU" NO BUDISMO E O LIVRO DOS MORTOS

Li o artigo abaixo na internet e achei muito bem escrito, com bom humor, ecletismo e principalmente o autor deixa margem para a interpretação de cada um.


O Dalai Lama nos fala, numa extensa e detalhada introdução ao livro Tibetano dos Mortos (em inglês, The Tibetan Book of the Dead: First Complete Translation (Penguin Classics)), sobre o "eu" e a reencarnação. Ele começa esclarecendo um ponto muito importante e pouco divulgado do budismo: no ocidente têm-se a crença de uma alma indivisível, pura, separada da mente (que chamamos de "eu" ou "ego", enquanto a alma é referida como "Eu"). No budismo não há uma coisa assim, pois o que nós chamamos de "eu" é um agregado de valores, todos interrelacionados e em constante mudança, o que inclui especialmente os "5 agregados do apego":

O corpo (Rupa);
Os sentimentos (Vedana);
As percepções (Samjña);
Construções mentais; (Samskara);
A consciência (Vijñana).

Estes cinco agregados não são um "eu"; a crença em um eu (Satkayadrsti) emerge desses cinco agregados, que causam o apego e a crença de que estas partes são um "eu". A coisa é mais complexa, e o ciclo que envolve o apego e a crença num "eu" é demonstrado em 12 passos, que são os doze elos da originação interdependente. Tudo isso está agindo por meio da causa e efeito, numa cadeia complexa que poderia ser comparada a um relógio suíço.

Esse conceito, que os budistas chamam de Anatta (do sânscrito anâtman, ou não-alma) pode ser sintetizado na frase "não há coisa alguma com um eu". Está de acordo com a doutrina do desapego, levada ao extremo de desapegar daquilo que compõe um "eu" e nos mantém aprisionados na Matrix. Então a dúvida que surge na mente ocidental, acostumada a uma "alma", é "e como surgiu a PRIMEIRA idéia de alma que nós temos, e que nos levou a consciência, que deu origem às construções mentais, que deu origem à matéria, que deu origem às percepções e aos sentimentos?". Dalai Lama nos fala que se originou de um pequeno despertar de consciência, que está ligado a outro despertar de consciência, e outro, e outro, num continuum parecido com o dilema que os cientistas enfrentam com o Big Bang (o que veio antes do Big Bang? E antes? E antes?).

Jogue o jogo da "Existência" até o fim... do começo...
(John Lennon; Tomorrow Never Knows)


Você pergunta "Então, se não existe alma, como pode haver reencarnação?" Não há problema algum, se você prestou atenção ao segundo parágrafo. Nós acreditamos tanto ser um "eu" que mantemos nossos elementos agregados mesmo depois da morte. Mas não exatamente todos, como Dalai Lama frisa no livro. Como há elementos dependentes do seu veículo físico (corpo), como a percepção, os condicionamentos e preconceitos derivados do seu meio, os sentimentos que podem ser resultados de sua criação nessa vida, esses podem se perder ao abandonarmos o corpo (e cessar o estímulo, como um músculo que atrofia por falta de uso). Acredita-se que, se você morrer velho e esclerosado, pode perder sua memória em vida e não a recuperar na morte (ao contrário do que acreditamos no espiritismo, por exemplo), não porque a memória "morra" com o cérebro, mas por falta de condicionamento do agregado de recordar ainda em vida (e um distanciamento corpo x mente). Se alguém morre jovem, com total energia corpo x mente, pode reencarnar mantendo todo o seu "falso eu". Mas o que o Dalai Lama fala é que essas memórias podem durar no máximo alguns anos, porque há causas e efeitos que acabam por sobrepujar a relação corpo x mente anterior. Poderíamos comparar a idéia de "eu" com a idéia de karma e causa-efeito usando como exemplo o céu: Se hoje está chovendo, é por conta de elementos que se combinaram ontem ou horas antes para causar aquele efeito, mas, sem que percebamos, outros elementos podem estar se combinando neste momento para, no outro dia, fazer um belo dia ensolarado, e ainda assim chamamos o "palco" de céu. Da mesma forma nós mudamos continuamente (com a combinação de elementos perceptíveis e imperceptíveis, numa relação de causa e efeito) em vida e, mesmo sabendo que não somos mais os mesmos de 20 ou 30 anos atrás (mentalmente e inclusive fisicamente, pois quase todas as células do nosso corpo já morreram e renasceram), ainda nos consideramos "nós mesmos", numa linha temporal. Em nenhum momento no budismo se considera que o que está se reencarnando é outra pessoa, e sim aquele "agregado de consciência" que pode estar totalmente transformado ou não, a depender muito de inúmeras variantes que fazem essa engrenagem cósmica funcionar.

Este pensamento não é só uma teoria que está empoeirada num livro e trazida somente como curiosidade, pois é o cerne do budismo: a impermanência de tudo (inclusive o "eu"), a não identificação com nada (inclusive o "eu") e, consequentemente, o fato de que não se deve rotular alguém como algo, porque para o budismo não existe um assassino, mas uma consciência imersa na ignorância e que cometeu erros, mas que pode sair da ignorância, até porque toda a nossa experiência neste plano de existência é um grande convite para a mudança, mesmo que não nos apercebamos (leiam ou releiam a parábola Angulimala Sutta de Buda e vocês a entenderão com novos olhos). Há aí um forte componente psico-social no budismo, pois pra essa doutrina não existe nada quebrado que não possa ser consertado, pois ambos são condicionamentos baseados na causa e efeito. Como disse o proprio Buda no momento da iluminação: Essencialmente todos os seres vivos são Budas, dotados de sabedoria e virtude, mas como a mente humana se inverteu através do pensamento ilusório, não o conseguem perceber. Isto é aplicado na prática em Pernambuco, pelo Neinfa, na promoção da resiliência em adolescentes que vivem em situação de risco, dentro da cidade/favela do Coque.

Mais ainda: dentro dos conceitos da doutrina, os budistas são ensinados a não alimentar ilusões sequer de iluminação (a "meta" do budismo!), como podemos ver no ensinamento do patriarca chinês Lin-chi, no séc. IX:

Seguidores do caminho, se você desejar ver o Dharma claramente, não se deixem ser iludidos. Se você se voltar para o exterior ou para o seu interior, o que quer que você encontre, mate-o. Se você se encontrar com o Buda, mate o Buda; se você se encontrar com os patriarcas, mate os patriarcas; se você se encontrar com Arhats, mate os Arhats; se você se encontrar com seus pais, mate o seu pais; se você se encontrar com seus parentes, mate seus parentes; então, pela primeira vez, você verá claramente. E se você não depender das coisas, haverá emancipação, haverá liberdade.

A finalidade deste ensinamento não era, obviamente incentivar o homicídio (um dos preceitos budistas é não matar), mas sim o desapego, não só das coisas físicas como das tradições, das cerimônias, da expectativa de uma iluminação por conta de certas práticas. Esse é o ensinamento budista mais valioso, exposto da forma mais radical e efetiva (não tomada literalmente, claro).


    A roda do Samsara, e os diferentes reinos
    (clique na imagem para ampliar)
O que é um pouco mais teórico é a crença de que esses agregados habitam três mundos, que se subdividem em outros níveis (ou reinos). Pra facilitar pra nossa mente ocidental, vou chamar esses mundos de "dimensões", já que estamos acostumados com o conceito:

DIMENSÃO DO DESEJO (KAMA-LOKA)

Onde o móvel, ou seja, a motivação, é o desejo. É esta a dimensão que habitamos. Ela se subdivide em 5 reinos:

O Reino do Inferno (onde habitam as mentes dominadas pela raiva e pelo ódio);
O Reino dos Fantasmas Famintos (mentes dominadas pela ganância ou cobiça. Neste estado, nunca podemos obter o que queremos, nem podemos desfrutar da comida ou bebida que desejamos desesperadamente como fantasmas famintos);
O Reino Animal (mente que caiu sob a influência da cegueira, da estagnação mental e da estupidez. Nesse estado não é possível praticar o Dharma);
O Reino Humano (a primeira das existências nos reinos superiores. Os humanos são praticamente os únicos seres dotados com as condições necessárias para o progresso espiritual, assim com as faculdades que permitem a prática e a compreensão do Dharma);
O Reino dos Deuses Invejosos (quando o karma é, acima de tudo, positivo, porém misturado com a inveja, a causa é o nascimento no reino dos deuses invejosos. Este é um estado feliz, dotado com muitos poderes e prazeres mas, por causa da força da inveja, há constantes brigas e conflitos. Os deuses invejosos opõem-se aos deuses que são seus superiores e brigam entre si mesmos. Parece ter inspirado o roteiro de Cavaleiros do Zodíaco, ou as tragédias gregas);
O Reino Divino (karma positivo combinado com pouquíssimo karma negativo resulta em um renascimento nos estados divinos, onde os deuses se comprazem em serem adorados. É alguém como o Shaka de Virgem, que ainda quebra-pau ocasionalmente com os deuses invejosos);


DIMENSÃO DA FORMA SUTIL (RUPA-LOKA)

Ela se subdivide em 17 reinos. Os seres nestes estados têm uma forma sutil e corpos extremamente grandes, luminosos; suas mentes conhecem poucas paixões, poucos pensamentos; e eles desfrutam de uma felicidade incrível. A paixão predominante é o orgulho sutil - os seres destes reinos acham que atingiram algo superior e vivem um tipo de auto-satisfação. Estes estados da dimensão da forma sutil correspondem aos quatro níveis de concentração meditativa, caracterizados pela transcendência progressiva da investigação, da análise, da alegria e do êxtase.


DIMENSÃO SEM FORMA (ARUPA-LOKA)

Finalmente, além até mesmo deste quatro níveis de concentração do reino da forma, pode haver o nascimento no reino sem forma. Os seres deste reino não experienciam qualquer sofrimento severo e virtualmente não têm quaisquer paixões; eles permanecem apenas em uma forma extremamente sutil. Eles têm apenas o quinto agregado da individualidade - a consciência - ainda presente como uma ignorância sutil que lhes dá o sentimento de existir neste corpo sem forma. Essa idéia, que permanece em suas mentes, é um tipo de estagnação mental, que impede a realização da natureza última da mente e que acaba por agir como uma mãe que dá a luz aos outros agregados. Tais deuses ainda estão sujeitos à morte e à transmigração, e, por não terem o poder de permanecer em sua condição divina eternamente, sofrem e acabam tendo de renascer em um reino inferior.

Isso porque todos estes estados são transitórios e condicionados: todos eles são parte da roda do Samsara. Para ser livre do samsara, a consciência em si deve ser definitivamente transformada na sabedoria primordial, a sabedoria da iluminação.


O LIVRO DOS MORTOS

Por anos, desde que foi publicado pela primeira vez, o Bardo Thodol tem sido meu companheiro constante, e dele tirei não apenas muitas idéias estimulantes e descobertas, mas também muitos insights fundamentais… Sua filosofia contém a quintessência do criticismo psicológico budista; e, como tal, pode-se verdadeiramente dizer que é de uma superioridade sem par. (...) Não apenas as "coléricas" mas também as deidades "pacíficas" são concebidas como projeções da psique humana, uma idéia que parece demasiado óbvia ao esclarecido europeu, porque faz com que se lembre de suas próprias simplificações banais. Mas embora o europeu possa facilmente explicar essas divindades como sendo projeções, ele seria absolutamente incapaz de defini-las como reais ao mesmo tempo. O Bardo Thodol consegue fazer isso, porque, devido às suas mais essenciais premissas metafísicas, ele tem o europeu esclarecido e o ignorante, ambos, em desvantagem. A idéia sempre presente, a presunção calada do Bardo Thodol, é o caráter anti-nominal de toda afirmação metafísica, e também a idéia da diferença qualitativa dos vários níveis de consciência e das realidades metafísicas condicionadas por elas. O pano de fundo deste livro incomum não é o europeu "um ou outro-ou", mas uma afirmação magnífica, "ambos-e". Esta afirmação pode parecer censurável ao filósofo ocidental, pois o ocidente adora a clareza e não a ambigüidade; conseqüentemente, um filósofo se agarra à situação "Deus é", enquanto outro se agarra tão ardentemente quanto o primeiro à negação, "Deus não é".
(Carl Gustav Jung)


No Budismo acredita-se que os hábitos de uma pessoa em vida podem afetar o seu renascimento. Se alguém tem o hábito de recitar o nome do Buda Amitabha, sua mente tem grandes chances de estar com Amitabha. Se essa pessoa se depara com um acidente e se lembra de recitar o nome do Buda Amitabha no momento de sua morte, esse gesto pode ajudá-la a renascer na Terra Pura da Bem-aventurança. Assim sendo, o Livro Tibetano dos Mortos não é, como muitos pensam, somente um do morrer; o que quer dizer que é um livro dos vivos; é um livro sobre a vida e sobre como viver. As versões comumente encontradas no Brasil só traduziram (e mal) um ou dois capítulos do livro original. Apenas em 2005 foi publicada a versão completa (a do link no começo do post), com uma tradução mais precisa, mas ainda só está disponível em inglês.');" onmouseout="nd();">guia para renascer num corpo humano. Ele é um guia para a LIBERTAÇÃO do Samsara ou, no mínimo, uma evolução de consciência que leve esse "falso eu" a um reino/dimensão superior. A volta em corpo humano é considerada uma falha, mas uma falha menor, haja visto que, se você condicionar sua mente a agir como um político brasileiro, pode voltar como animal irracional ou mesmo uma pedra.

Hábitos são inicialmente teias de aranha, depois, fios de arame
(Provérbio Chinês)

O Buda descreveu a prática de seus ensinamentos como "ir contra a corrente". A luz firme do estado desperto revela o quanto somos empurrados no fluxo dos condicionamentos passados e hábitos. No momento em que decidimos parar e olhar o que está acontecendo (como um nadador repentinamente mudando seu curso para nadar em outro sentido), nos encontramos sendo golpeados por correntes poderosas que nunca nem suspeitávamos existir - justamente porque até esse momento estávamos vivendo totalmente sobre seu comando.
(Stephen Batchelor; "The Awakening of the West")


Com toda essa doutrina envolvendo a desidentificação com o "eu" e o conhecimento dos meandros da morte (todos no livro dos mortos) os budistas mais avançados se tornaram famosos por se "desligarem" pra sempre de seus corpos quando desejam, ou seja, uma morte programada. O primeiro teria sido o próprio Buda, Siddhartha (embora as más línguas digam que foi por envenenamento com carne de porco estragada). Mas a tradição budista é farta de relatos assim, como o do mestre Ch’an Te-pu, da Dinastia Sung: Certo dia, ele juntou os discípulos ao seu redor e disse: "Estou prestes a deixar vocês. Embora eu esteja curioso sobre o tipo de arranjos funerários que vocês irão preparar para mim, não estou certo se terei tempo de voltar para apreciar suas oferendas. Sendo assim, em vez de nós nos preocuparmos uns com os outros depois da minha partida, porque não gastamos um tempo juntos e desfrutemos das oferendas agora?" Os discípulos sentiram que seu mestre estava agindo estranhamente, mas não ousaram desobedecer. Prepararam o serviço funerário e prestaram homenagem ao seu mestre pensando que se tratava de um jogo. No dia seguinte, Te-pu de fato morreu. Alguns de vocês podem pensar que é muito estranho alguém preparar uma cerimônia funerária antes de morrer. Mas, na realidade, isso é bastante bem-humorado e prático. Um velho ditado chinês capta bem esse sentimento: "Oferecer uma gota d’água para uma pessoa enquanto ela está viva é melhor do que oferecer a ela fontes d’água após ela ter partido desse mundo". É melhor respeitarmos nossos pais enquanto estão vivos do que dar a eles um funeral requintado quando morrerem.

Ou seja, apesar do não-eu, do desapego para com a morte, o budismo não é niilista, e foca numa significação da vida (a VIDA nunca é negada) em favor do próximo. Tanto que há um título budista que é o Bodhisattva, um ser que atingiu a capacidade suprema de iluminar-se e abandonar o Samsara (ou seja, alcançar o Nirvana) mas não o faz, por pura compaixão pelos seres, e então retorna a este reino, ajudando as pessoas a alcançarem a libertação (Jesus, por exemplo).

No budismo tibetano há uma relação estreita entre a morte e o sono. Em ambos os casos os laços que prendem esses agregados se afrouxam e é possível alcançar outros níveis, reinos ou mundos, e continuar trilhando o Dharma em busca do Nirvana. Ainda assim, o budismo não difere o estado do sonho da vigília: Nos dois casos se vive uma ilusão. Para auxiliar neste processo de clareamento da consciência durante o sono, existe o Yoga do sono (Dream Yoga, ou Milam), técnica tibetana baseada no Yoga Nidra:

As Upanishads referem-se a quatro estados de consciência: vigília (jagrat), sonho (svapna), sono (sushupti) e o "quarto estado" (turiyavastha). A Maitri Upanishad descreve-os, respectivamente, assim:

o estado em que se vê com os olhos, o estado em que é possível mover-se em sonhos, aquele em que se dorme profundamente e o que está além do sono profundo. Esses são os quatro estados. Desses quatro, o quarto é superior aos demais.

O quarto estado é o sono profundo, sem sonhos. É o único estado onde a mente (chitta) não está ativa, ou seja, não há qualquer conteúdo psico-mental. O sono é então uma experiência de inexistência não-consciente. Pode-se por isso dizer que no sono profundo a consciência do ego (ahamkara) se dissolve temporariamente. Quando isso acontece, e no sono predomina o equilíbrio (sattva), experimenta-se, ainda que de forma limitada, a felicidade suprema (ananda). Isso explica porque, depois de uma noite de sono profundo, é comum a pessoa acordar com uma sensação de leveza e bem-estar, e explica também porque tantos buscam refugiar-se dos seus problemas no sono. No entanto, para a mente não-treinada, não existe discernimento (viveka) neste processo. E, para que a libertação seja alcançada, é imprescindível que se esteja consciente do processo. Não sendo assim, permanece-se na ignorância existencial (avidya), que assalta o ser humano não-iluminado. O Yoga Nidra busca exatamente trazer à consciência esse processo, de você ser dono do seu próprio sono e atingir níveis de relaxamento que pode ir muito além do conseguido comumente na meditação.

Outra prática natural que simula a perda do "eu" é o orgasmo. Os franceses o denominam la petite mort (a pequena morte) por conta disso, e Freud - claro - estudou o assunto no seu livro "Além do princípio do prazer". Ele conjugou as pulsões sexuais e as pulsões do ego - anteriormente concebidas como antagônicas - como pulsão de vida (Eros, a tendência a manter e ampliar a vida adquirida) e pulsão de morte (Thanatos, que ele definiu como "princípio de Nirvana"). As duas apresentam semelhanças na tendência à integração ao Todo e diferenças na forma de realização da integração; na pulsão de vida cada elemento conserva sua individualidade, e na pulsão de morte perdem-se os limites diferenciadores das individualidades. Esta característica de impelir o organismo para a integração ao Todo é um aspecto fundamental do que Freud chama de "compulsão à repetição", onde a repetição está a serviço do prazer, mesmo que o resultado imediato seja um desprazer. Pulsão de vida e pulsão de morte seriam as duas faces de uma mesma moeda em constante rodopio, sem que jamais pudéssemos distinguir uma da outra. Embora a sexualidade seja pulsão de vida, o gozo seria pulsão de morte. Um bom exemplo de pulsão de morte com compulsão à repetição aconteceu na Rússia, onde duas loiras apostaram 6 mil dólares com Sergey Tuganov que ele não transaria com elas por 12 horas seguidas. Após ingerir um frasco inteiro de Viagra e ter as melhores 12 horas de sua vida, o russo ganhou a aposta, e minutos depois atingiu a iluminação, abandonando este corpo e alcançando o Nirvana (Amém!). A idéia de iluminação e sexo misturados não é estranha ao budismo, haja visto que existe na literatura chinesa e japonesa o "Buda do Sexo", que "ilumina" suas parceiras durante o ato sexual (qualquer semelhança comigo é mera coincidência).

Freud também fala de uma "lei biológica da atenção", onde o "eu" tem uma tendência inata a ocupar percepções, ou seja, identificar-se com o que capta do exterior, introjetar elementos externos para o interno. Mas, para que os estímulos externos sejam percebidos, é necessário não apenas que tais estímulos alcancem o organismo, mas que as representações constituídas por eles sejam também ocupadas pelo "eu". Pelo menos a mim me pareceu similar ao processo de identificação com o "eu" no budismo.

Pode-se ainda experimentar a dissociação do "eu" através do efeito das drogas (legalizadas ou não), mas Heath Ledger, Elvis, Jimmy Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin provavelmente não recomendariam hoje esse método. Até porque, usando da química para alterar seu organismo você não mantém o equilíbrio (sattva) nem o discernimento (viveka). É como botar uma criança de 4 anos pra jogar Mario 64: ela vai se divertir, talvez passe das primeiras fases, mas nunca vai explorar o verdadeiro potencial do jogo como ele foi planejado pelo deus Miyamoto. Em 1964 os pesquisadores Timothy Leary, Ralph Metzner e Richard Alpert (os 3 com PHD) resolveram conduzir pesquisas sérias e interessantes com o LSD na Universidade de Harvard. Eles descobriram que o Livro Tibetano dos Mortos se prestava a "guiar" uma viagem no ácido com maior "Tylenol pode fazer mal, em caso de dengue! Ou seja, mexer com a química do corpo é algo muito, muito delicado e só deve ser usado em última instância).', CAPTION, 'Saiba mais', STICKY);" onmouseout="nd();">segurança" e de maneira "positiva", e assim lançaram um livro intitulado A experiência psicodélica: Um manual baseado no Livro Tibetano dos Mortos, que NÃO É uma tradução do livro, mas algo baseado (como o título já diz) nele. John Lennon se inspirou nesse livro pra compor a música Tomorrow Never Knows.


sábado, 11 de julho de 2009

O tempo psicológico e o tempo eterno


Buda o Iluminado nos falou vários aspectos da vida humana mas seu tema principal foi o sofrimento humano e os motivos deste sofrimento.

Em uma de suas mensagens Buda falou sobre o tempo e como ele nos afeta.

Buda separou o tempo em dois aspectos:

1 - Tempo psicológico

2 - Tempo Eterno


No tempo psicológico o homem está sempre sentindo carência de algo pois ou está a relembrar vivencias passadas e procurando repeti-las ou esquece-las, ou então está projetando no futuro algum desejo de que algo aconteça.

Neste tipo de tempo sempre falta algo, acabamos por esquecer o que estamos fazendo pois perdemo-nos em nossas fantasias projetadas para frente ou para trás na linha do tempo.

Um exemlo clássico é o trabalhador que entra em férias em 15 dias e pode ter certeza que este trabalhador vai ficar ansiando suas férias durante 15 dias desesperadamente. O pior nem é isto e sim o fato de que uma vez nas férias este homem novamente estará sofrendo pensando em quantos dias faltam para acabar suas férias.

Ja no tempo eterno há um sentido de infinito, não há pressa pois sempre existiu e sempre existirá, não há desespero, existe apenas o SER, o presente eterno.

Este sentido de eternidade não é tão facil de definir em palavras quanto o tempo psicológico pois vai além da razão e entra no plano do EU SOU.

Ainda assim, sempre conseguimos tocar de relance o mistério, assenar para ele e perceber sua existência mais além das formas.

A!

Curso de Filosofia

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Ilusão e o Homem Filósofo


Na mitologia indiana é representada pela deusa Maya. A deusa que com seus véus cria a ilusão, mas que guarda uma realidade mais profunda.
O homem tem em si algo de filósofo, talvez ainda não desperto, se pergunta em algum momento sobre o ser e o existir, sobre o mistério da morte, sobre quem é, para que vive, porque sofre. Assim, percebe os mistérios, percebe que há algo mais por trás da sua banal vida cotidiana, que talvez não seja tão banal assim...Intui que há respostas para essas perguntas em algum lugar...torna-se um cientista, um artista, um político, ou um homem religioso..quer dizer, vai em busca dessas respostas através dos meios que encontra, mas o que esse homem filósofo quer mesmo é a verdade, porque não pode conceber simplesmente que o mundo deva ser injusto e estúpido. Esse homem leva dentro de si algo, que é uma evidência de justiça, de beleza, de bondade.
Os antigos gregos simbolizavam através de seus mitos o mistério que é o amor, “Eros”, que é filho da pobreza e da abundância, ou seja, amamos o que nos falta, buscamos aquilo que não temos. Esse amor é o que nos faz buscar o todo, o inteiro, o completo, é o amor que nos faz insatisfeitos, mas ao mesmo tempo motivados à busca, à saga, ao risco, à aventura. Ninguém quer ser meio alguma coisa, ninguém quer ser o que não é, não tem graça.
Quando somos crianças nós brincamos, não importa que vamos ser, importa que sejamos alguma coisa e ao mesmo tempo sabemos que é faz de conta, podemos ser médicos, bombeiros, professores, veterinários, astronautas, que importa? Queremos experimentar...imaginamos, teatramos...Aí crescemos, e para ser responsáveis não brincamos mais, a vida passa a ser coisa séria. Perder não é aceitável e a sobrevivência e o conforto são de suma importância. Deixamos para trás nossas ilusões de meninos e passamos a acreditar que a brincadeira é pra valer. Aí o que importa já não é a experiência nem a convivência, o riso e até as brigas honestas com nossos amigos que nos acompanhavam na infância , queremos o resultado, a nomeação, o reconhecimento daqueles que já não são nossos amigos, porque em verdade não se importam em saber quem somos, em que acreditamos, isso já não importa...
O que lhes relato não trata de uma sequência muito inteligente, não há sentido nessa forma de viver, porque dessa forma não se é feliz, ficamos adormecidos. O filósofo, a criança inocente dorme, porém enganosamente continuamos ingênuos e infantis, ou seja, não amadurecemos e perdemos o que era bom naturalmente. Porém, a evolução é o sincero intento de Maya, que não se dá pelo abandono da pureza e inocência da criança, ao contrário, o homem que consegue manter suas virtudes e ainda que sofra injustiças, não as comete, chega ao fim da vida tranqüilo, não teme a Morte, apóia-se em si mesmo.
Tudo na natureza tem uma lógica, uma ordem inteligentíssima, quer dizer, a natureza tem uma inteligência superior, há tanto que não somos capazes de compreender...mas não quer isso dizer que ficaremos inertes, aceitando passar pela vida sem aprender nada...a natureza tem algo a nos ensinar, tudo que nos acontece tem uma razão de ser, deveríamos nos perguntar: isso que eu vejo que tem por trás? Que ensinamento guarda? Se pensássemos assim muitas de nossas angústias não existiriam e poderíamos avançar a cada passo e sermos em primeiro lugar felizes, o resto poderia ser uma bela diversão por vezes, por vezes também um drama, por que não? Mas sempre guardando uma beleza, uma razão perfeita, exata, que nos dá certeza de que estamos vivendo. Não importa que façamos, importa que vivamos isso.
O homem que caminha assim não titubeia, não duvida, esse homem possui uma grande riqueza, sabe que é, de onde veio e para onde vai, não fantasia, sabe o que lhe falta e vai feliz por seu caminho, sempre com a ilusão daquilo que tivera e perdeu, e isso ele faz como um homem de verdade, buscando completar-se com tudo, com os outros, com o universo, esse homem vislumbra o que há por traz da bruma dos mistérios e é capaz de ver a si em todas as coisas, não se isola, é capaz de reconhecer seu lugar dentro do grande mistério, esse homem vive, não pensa.
Esse homem é o verdadeiro filósofo, que com sua ânsia pela verdade, som seu amor pela sabedoria, busca a prática, busca realmente tornar-se um sábio e encontrar o sentido, a direção dessa ilusão que vivemos. Não vê Maya com maus olhos pois percebe que é ela mesma quem guarda a verdade que procura e que precisa compreender como joga, podendo buscar a intuida finalidade transcendente.
Esse Homem ,com maiúscula, deixa pegadas na história para que outros possam recordar do princípio e da finalidade do que vivemos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrevista com Carlos Castañeda

Fiz a tradução desta Conferência do nagual Carlos Castaneda mas mantive o texto original para sanar qualquer tipo de dúvida relativa a tradução, que certamente deixa a desejar. O que quero destacar nessa entrevista é:


1 - é uma das últimas entrevistas do Nagual.


2 - ela ressalta a importância da mulher no processo de revolução da percepção.


3 - ele coloca a Tensegridade como um movimento de geração de energia que deve chegar ao seu auge em 2012.


4 - os seminários tem um design apropriado para o local e tempo onde são realizados.


5 - o alerta sobre o nível de energia sexual do homem extremamente baixo. Sabemos que tal energia é fundamental para romper a barreira da percepção.


O texto traduzido se encontra na cor verde.


Intento!


¿En dónde estaríamos si todo se hubiera podido probar?


Onde estaríamos se tudo tivesse que ser provado?


Entrevista a Carlos Castaneda por Kala Ruiz


"La Jornada" Enero de 1997 – A Jornada, Janeiro de 1997


“El 26 de enero de 1997 ocurrió lo inesperado: Castaneda apareció ante miles de personas, reunidas en un seminario, para confirmar que el camino del guerrero existe, que es una experiencia posible y puede ser practicada por cualquier persona mediante la tensegridad, palabra que resume las enseñanzas de su maestro. Grande era la expectativa y, de pronto, un gran silencio. Ahí estaba el pintoresco personaje, el nagual brujo. Chaparrito (rechonchudo) y delgado (franzino), con ojos de águila, riendo festivo, jugando a inventar instantes, rompiendo la formalidad con inteligentes chistes.


Em 26 de Janeiro de 1997 aconteceu o inesperado: Castaneda apareceu diante de centenas de pessoas, reunidas em um seminário, para confirmar que o caminho do guerreiro existe, que é uma experiencia possível e que pode ser praticada por qualquer pessoa mediante a tensegridade, palavra que resume os ensinamentos do velho nagual. Grande era a expectativa e, de repente, um grande silêncio. Ali estava o pitoresco personagem, o nagual. Chaparrito (reconchudo?!) e delgado (franzino), com olhos de águia, risonho e festivo, criando situações e rompendo com a formalidade através de tiradas inteligentes.


--¿Cómo definiría a don Juan Matus, su maestro y amigo? --Era una chaman, aunque él me decía: no soy chaman, pendejo, soy un brujo... era re mal hablado. --¿Qué es la brujería? --Es el arte de interrumpir el flujo del sistema de interpretación... es otra manera de interpretar. En el México antiguo hubo un género entero que se dedicaba a engrandecer los límites de percepción. Pasan cosas increíbles para la mente normal. Eran seres rituales para poder esconder cosas de tremendo valor.


- Como você definiria a Don Juan Matus, seu mestre e amigo?


- Era um xamã, ainda que me dissesse: Não sou xamã, porém sou um bruxo.


- O que é a bruxaria?


- É a arte de interromper o fluxo do sistema de interpretação… é outra maneira de interpretar. No México Antigo havia um grupos de pessoas completamente dedicadas a ampliar os limites da percepção. Aconteceram coisas incríveis para a mente normal. Eram seres que usavam do ritual para ocultar coisas de tremendo valor.


--¿Cómo se manifiesta esa brujería o magia? --Podemos percibir la energía como fluye, el poder ver la energía tan sólo un momento, da reintegración, se reagrupa algo inaudito, no tenemos práctica. Se reagrupa en otra percepción y estamos frente a otro universo. Hay brujos capaces de hacer cosas inaudibles. Pero estamos siempre con ideas que no nos han permitido desarrollar el potencial humano, como la ciencia. A mí me han dicho: ``esto no es científico, Carlos, esto es pura superstición''--. ¿Pero dónde estaríamos si todo se hubiera podido probar? --¿Cuáles fueron los factores, en su infancia, que le llevaron a ser el personaje que hoy es?


- Como se manifesta essa bruxaria ou magia?


- Podemos perceber a energia como ela flui, o poder de ver a energia em um só momento, da reintegração, se reagrupa algo inusitado, da qual não temos experiência (ou referência). Reagrupa-se numa outra forma de percepção e nos descobrimos diante de um outro universo. Existem bruxos capazes de fazer coisas extraordinárias. Porém estamos sempre com idéias que não nos tem permitido desenvolver o nosso potencial humano, como a ciência. As pessoas me tem dito: “Isto não é científico, Carlos, é pura superstição”. – Porém onde estaríamos se tudo tivesse que ser provado?


--Cuando yo fui concebido no hubo excitación sexual, por eso salí estrafalario (extravagante). Don Juan me decía: ``Yo veo que tu mamá ni supo lo que le pasó; no sintió nada. A tu papá no le gustaba el acto sexual y te concibieron detrás de la puerta, por eso saliste chaparro (gorducho) y nervioso. Obsérvate: siempre estás como si te estuvieran correteando. Vas en busca por el mundo con esa ansiedad porque tu concepción fue civilizada; eso le pasa a casi todo el mundo. Es por eso que se te dificulta saltar al intento de los brujos. Si quieres estar a la par de la gente que fue concebida sabrosamente y son capaces de todo, de una tremenda energía que no se puede desperdiciar, disipar... va a estar difícil, porque eres el producto de una cogida aburrida. Vas a tener que hacer una tremenda labor para poner en su lugar todos los pedazos energéticos para poder saltar a las otras dimensiones.


- Quais foram os fatores em sua infância que o levaram a ser o personagem que és hoje?


- Quando fui concebido não houve excitação sexual por isso saí assim “extravagante” (com baixo nível de energia). Don Juan me dizia: “Eu vejo que tua mamãe nem soube o que se passou; não sentiu nada. Teu papai não gostava de sexo e te conceberam atrás da porta, as pressas, por isso saíste mirrado e ansioso. Observa-te: sempre estás como se estivesses vagabundeando, como um errante. Vais em busca pelo mundo com essa ansiedade porque tua concepção foi civilizada; isso acontece com quase todo mundo. É isso que te atrapalha para poder te atirares no intento dos bruxos. Se queres estar como as pessoas que foram concebidas prazeirosamente e que são capazes de tudo, de uma tremenda energia que não se pode desperdiçar, dissipar… vai ser difícil, porque és o produto de uma transa sem prazer., aborrecida Terás que realizar um tremendo trabalho para por em seu lugar todos os pedaços energéticos para poder saltar para as outras dimensões.


--¿Por qué fueron tan pocos los alumnos de don Juan? --Don Juan no quería alumnos que estuvieran en candilejas porque se agotarían demasiado rápido. Pero por eso yo, las tres brujas: Florinda, Taisha y Carol, y Chakmoles, estamos tratando de enseñar y transmitir todas sus enseñanzas.


- Por que foram tão poucos os alunos de Don Juan?


- Don Juan não queria alunos que estivessem encadeados de alguna forma porque se esgotariam muito rapidamente. Por isso mesmo eu, as três bruxas: Florinda, Taisha e Carol, e as Chacmols estamos tratando de ensinar e transmitir todos os seus ensinamentos.


--Sabemos que Carol Tiggs desapareció durante algunos años de esta realidad, ¿nos puede comentar algo al respecto? --Carol Tiggs... un ser bastante extraordinario. Se fue... desapareció como persona del mundo cotidiano. Puede sonar como una estupidez, pero si seguimos el raciocinio de don Juan, es de lo más natural. El mar de la conciencia para los brujos y, a través de ella, usándola como medio... pueden pasar cosas irracionales. Desaparecerse es natural en nuestro mundo cognitivo. Carol Tiggs estuvo ausente por 10 años. Pero un día estaba yo en una librería, curioseando, cuando de pronto... veo un manchón ambarino, el color de la disciplina del brujo. ``El color ambarino no es natural... me acerqué al manchón, y se empezó a distinguir como un túnel del cual una silueta avanzaba hacia donde yo estaba... ¡era Carol Tiggs! No supo dónde había estado 10 años. Fue tanta nuestra añoranza por ella, de los tres que nos quedamos, que no podíamos hablar de ella, ni pensar en ella; era muy peligroso. Pero ahora ella está aquí y parece como de 25 años. Anduvo navegando en otra realidad''.


- Sabemos que Carol Tiggs desapareceu durante alguns anos desta realidade, pode nos dizer algo a respeito?


- Carol Tiggs… um ser bastante extraordinário. Se foi… desapareceu como pessoa do mundo cotidiano. Pode soar como se fosse uma estupidez, porém se seguimos o raciocínio de Don Juan é algo bastante natural. O mar da consciência para os bruxos é um meio para viagens de percepção e podem acontecer coisas irracionais do ponto de vista comum. Desaparecer é totalmente comum em nosso mundo cognitivo. Carol Tiggs estve ausente por 10 anos. Porém estava eu um dia em uma livraria, espiando, quando de repente… vejo um brilho ambarino, a cor da disciplina dos bruxos. “A cor ambarina não é natural… me aproximei do brilho e ele começou a formar como um túnel do qual surgia uma silueta avançando em minha direção… era carol Tiggs! Não fazia idéia por onde podia estar durante aqueles 10 anos. Era tanta a nossa saudade por ela que nós três que ficamos aquí não podíamos falar dela ou pensar nela; era muito perigoso. Porém ela agora está aquí e é como se tivesse 25 anos. Esteve navegando em outra realidade.


--¿Somos herederos del conocimiento del antiguo México? --En verdad no, no nos interesa; tenemos otras prioridades. No, no es su México ni mío, pero sí podemos tener acceso a él.


--¿Cuál es la barrera, qué es lo que nos detiene? --Muchas cosas. Pero somos los poseedores de un sistema extraordinario. ¿Pero que hacemos? Nos emborrachamos (embebedamos), nos metemos por el pico todo: comida, pastillas... ¿Eso es amor personal? Son los más egomaniáticos, están regidos por idealidades que no tienen sentido. ¿Cómo contribuimos al conocimiento, qué queremos de la vida? ¡Pucha, qué cosa bruta! Soy old age, decía.


- Somos herdeiros do conhecimento do antigo México?


- Em verdade não, não nos interessa; temos outras prioridades. Não, não é seu México ou meu, mas poderemos sim ter acesso a ele.


- Qual é a barreira, o que é que nos detêm?


- Muitas coisas. Somos possuidores de um sistema extraordinário. Mas o que fazemos? Nos embebedamos, engulimos indiscriminadamente tudo: comidas, comprimidos… Isso é amor próprio? Somos os mais egomaníacos, estamos regidos por idealizações que não tem sentido. Como contribuímos para o conhecimento? O que queremos da vida? Puxa, que coisa brutal! Sou da Velha Era!


Sigue Carlos Castaneda contando, envuelto en su propio humo, sin cigarro. Mirando sin ser él, sabiendo que es otro. Nosotros. --¿Qué más desearía hacer en esta vida? --Yo tengo que encontrar todo lo que pueda mientras tenga esta conciencia. Don Juan decía: ``Yo no estoy de acuerdo con los acuerdos en los que yo no participé. Por ejemplo: la vejez; yo no acepté ser viejo. Por eso estoy joven; es mi deber rehusarlo''. --¿Qué piensa del ego, del yo? --Don Juan decía que no hay que hacer alarde de la egomanía, del yo, yo, yo. No se puede estar en las candilejas (nos palcos, a exibir-se) todo el tiempo. El me decía que yo era un egomaniático: ``entre más chaparro, más maniático''. Yo era para él el señor pesadilla (pesadelo). --Pero qué saca usted, don Juan, de su relación conmigo; él decía: ``muchísimo, siempre que te veo me dan náuseas; me quiero vomitar; ¿y alguna vez lo has notado?, ¿lo ves?... me renuevas''. Le di años de felicidad, porque se moría de risa de mí.


Segue Carlos Castaneda contando, envolto em sua própria fumaça sem cigarro. Observando sem ser ele, sabendo que é outro.


- Que mais desejaria fazer nesta vida?


- Eu tenho que encontrar tudo que possa enquanto tenho esta consciência. Don Juan dizia:


“Eu não honro acordos dos quais não participei.”


Por exemplo, a vwlhice; eu não aceito ser velho. Por isto estou vigoroso; é meu dever recusá-lo.


- Que pensas do ego, do eu?


- Don Juan dizia que não precisamos fazer alarde sobre a egomania, do eu,eu,eu. Não se pode estar nos palcos, a exibir-se todo o tempo. Ele me dizia que eu era um egomaníaco: “quanto mais gorducho mais neurótico.” Eu era para ele o señor pesadelo, o senhor pesadelo.


Uma vez perguntei:


- O que ganha você, Don Juan, de nossa relação?


- Muitíssimo! Sempre que te vejo me dá ânsias de vômito, sinto-me enjoado e alguna vez tu notastes? Como podes comprender tu me renovas! Dei-lhe anos de felicidade porque tu sempres morria de rir de mim.


El no dejaba pasar ni una sola oportunidad para enseñarme algo; además, siempre se veía tan joven y yo tan viejo, porque bien que le daba al vino y al cigarro, andaba medio mareadito (enjoado, entorpecido) para darme valor. Entonces don Juan me dijo: ``Nos vamos a ir al monte por 10 días, ¿cuántos paquetes de cigarros necesitas?''. ``Como 10'', contesté. ``Muy bien'', dijo; ``entonces empácalos muy bien con cinta adhesiva y compáctalos perfectamente para que los coyotes no los huelan''. De inmediato me puse a preparar el paquete dándole varias vueltas con la cinta adhesiva; hasta inventé un mecanismo donde dejé un agujero por donde cupiera mi mano, sacara una cajetilla, y al sacarla volviera a quedar el paquete otra vez sellado, ¡una maravilla de la inventiva! Nos fuimos al monte. Al segundo día por la mañana mi paquete de cigarros había desaparecido; sólo se veían las huellas de los coyotes y del paquete arrastrado. --¡Ah!, no te preocupes --dijo don Juan--; no creo que lo hayan arrastrado muy lejos. Vamos a buscar tu paquete de cigarros. ``Durante ocho días anduvimos buscando el dichoso paquete de cigarrillos; loma arriba, loma abajo; cuesta arriba, cuesta abajo. Mi precaria condición física me estaba matando, ahí andaba yo con la lengua de fuera, hasta que me tiré al piso y le dije: ``me rindo, ya no puedo más''. ``¿Ya no quieres buscar tus cigarrillos?'', preguntó. ``No'' --contesté-- lo que quiero es sobrevivir (con la garganta seca tosiendo la nicotina). ``Muy bien'', dijo, ``entonces aquí se acabó el viaje''. Abrió unos matorrales y ahí enfrente de mis narices apareció su casa. Esa era su manera de transmitir lo ininterpretativo. Ahí se me acabó el vicio del cigarro y el vino para siempre.


Ele não deixava passar uma só oportunidade para ensinar-me algo; ademais, sempre se encontrava tão jovem e eu tão velho, porque me aprazia o cigarro e o vinho e andava meio bêbado para dar a mim mesmo valor. Então Don Juan me disse:


- “Vamos até as montanhas por 10 dias, quantos pacotes de cigarros necessitas?”


- Uns dez, respondi.


- Muito bem, disse, então empacote-os muito bem com fita adesiva e compacte-os perfeitamente para que os coiotes não o roubem”.


De imediato me pus a preparar o pacote dando várias voltas com a fita adesiva e até inventei um mecanismo onde deixei uma pequena abertura por onde podia passar a mão e sacar um maço e ao retirá-lo o pacote voltaria a fechar-se, uma maravilha da criatividade! Fomos para as montanhas. No segundo dia pela manhã meu pacote de cigarros havia desaparecido; apenas se viam os rastros do coiotes e do pacote arrastado.


– Ah, não te preocupes – disse Don Juan -; não acredito que tenham arrastado para muito longe. Vamos procurar teu pacote de cigarros.


Durante oito dias andamos buscando o desejado pacote de cigarros; encosta acima, encosta abaixo; ladeira acima, ladeira abaixo; Minha precária condição física estava me matando, estava completamente exaurido até que me atirei no chão e disse:


- Desisto, não aguento mais!


- Já não queres procurar teus cigarros? perguntou.


- Não, contestei, o que quero é sobreviver (com a garganta seca tossindo a nicotina).


- Muito bem - disse – então aquí acabou a viagem.


Abriu alguns matagais e ali em frente de meu nariz apareceu sua casa. Era essa a sua maneira de trasmitir aquilo que não se podia interpretar. Ali terminou o vício do cigarro e do vinho para sempre.


El hacía esas cosas... como deshilacharme mis suéteres de Dinamarca y entregarme la bola de hilo. ¿Para qué?, para que interrumpiera mi sistema interpretativo, para dejarme en libertad, sin información y sintaxis. --¿Cómo es la vida de un brujo? --Si lo que haces no tiene influencia en tu vida, no sirve. Para un brujo es una aberración. No puedes ser erudito de 9:00 a 15:00 horas y ser un piojo en el resto del tiempo. Tienes que ser un guerrero impecable de tiempo completo. Después de saber lo que uno sabe, debes comportarte con impecabilidad. Don Juan decía que no se puede insistir en las cosas, salen de una manera natural, si insistes, ¡zas!, se acaba la magia.


Ele fazia esse tipo de coisas…como desfiar meus suéteres da Dinamarca e entregar-me a bola de fio. Para quê? Para interromper meu sistema de interpretação, para deixar-me livre, sem informação ou sintaxe.


- Como é a vida de um bruxo?


Se o que fazes não tem influência em tua vida, não presta. Para um bruxo isso é uma aberração. Não podes ser um erudito de 9:00 às 15:00 horas e ser alguém que não aplica o que sabe em sua vida, um irresponsável. Tens que ser um guerreiro impecável o tempo todo. Depois de saber aquilo que precisas saber deves te comportar com impecabilidade. Don Juan dizia que não se pode insistir com as situações, acontecem de uma maneira natural, se insistes, zás”, acaba-se a magia.


--¿Qué piensa de esta ola de descontento hacia el new age (nueva era)? --De qué me preocupo, si a mi edad yo soy old age (vieja era). Brujería es ser viejo y joven; new age es estupidez. Yo no me puedo permitir lujos de egomanía. Don Juan me lo quitó. El me dijo: ``Tu ego es como un clavo, te va a doler un poquito, pero te lo voy a quitar''. Y... ¡pum!, me lo sacó. Le dije: ``gracias, me siento bien''. ``No te preocupes... tienes 13 clavos''. A veces yo le decía: ``Sáqueme otro clavo'', y él contestaba: ``no, hoy no''.


- Que pensas desta onda de descontentamente que produz a nova era?


- Não tenho que me preocupar pois na minha idade sou da velha era. Bruxaria é ser velho e ser jovem; Nova Era é estupidez. Eu não posso me permitir luxos de egomania. Don Juan me disse:


Teu ego é como um cravo, vai te doer um pouquinho, mas vou tirá-lo.” E… pum! Extraiu-me! Eu disse:


- Graças! Sinto-me bem!” Não te preocupes… ainda tens 13 cravos.”


As vezes eu dizia: Retire-me outro cravo”, e ele respondia: “Não, hoje não”.


¿Dejó la antropología por el camino del nagual? --Dejé la antropología y todo lo que incumbe al mundo cotidiano, pero me dio algo inaudito: la lucha, la batalla... el objetivo está en el horizonte, no aquí.


- Deixastes a antropología pelo caminho do nagual?


- Deixei a antropología e tudo o que diz respeito ao mundo cotidiano, porém sucedeu algo indizível: a luta, a batalha… o objetivo está no horizonte, não aqui.


Deja de ser hombre, macho latino, deja las riendas. Tu madre te hizo creer que eras extraordinario, porque eres hombre de chile. Te enseñaron que las mujeres son para tu uso, como decía Aristóteles: las mujeres son hombres lisiados. El que muchas de las mujeres y Carol Tiggs sean mejores que yo, eso es revolución.


Deixa de ser homem, o macho latino, deixa de ser mandão. Tua mãe te fez crer que és extraordinário porque és um homem do Chile. Te ensinaram que as mulheres são para o teu uso, como dizia Aristóteles: as mulheres são homens aleijados. O fato de que muitas mulheres e Carol Tiggs sejam melhores do que eu, isso é revolução.


--¿Cuál era el propósito de don Juan al transmitir sus conocimientos? --Don Juan no era un maestro ni un gurú; él quería perpetuar su linaje. Y cayó sobre mí esa tremenda responsabilidad. Pero yo no soy como él, no lo puedo perpetuar. Más bien estoy aquí para cerrar el círculo del linaje... pero con una gran elegancia exquisita. Y con los pases mágicos de la tensegridad que son una fuerza aglutinante.


- Qual era o propósito de Don Juan ao transmitir seus ensinamentos?


- Don Juan não era um mestre nem um guru; ele queria apenas perpetuar sua linhagem. E recaiu sobre mim essa tremenda responsabilidade. Porém eu não sou como ele, não posso perpetuar sua linhagem. Na verdade estou aquí para fechar o círculo da linhagem… porém com um grande elegância deliciosa. E com os passes mágicos da Tensegridade que são uma força aglutinante.


Nos enseñaron 41 líneas enteras de pases mágicos. Yo no tengo secretos, quiero causar conmoción cerebral para que se muevan a una revolución energética. Nada de old o new age (vieja o nueva era), religión ni nada... pero sí tenemos el interés de usar esos pases mágicos de miles de años; no se pueden quedar nada más con nosotros. Los amalgamamos, tenemos 15 años haciéndolo para ver si se puede hacer un aglomerado de campos energéticos todos juntos. Cerrar el linaje con una gran explosión, que ustedes me dejen tocarlos, revelar, transmitir los conocimientos.


Nos ensinaram 41 séries inteiras de passes mágicos. Eu não tenho segredos, quero causar uma comoção cerebral para que se movam a uma revolução energética. Nada de velha ou nova era, religião nem nada disso… porém temos sim interesse em usar esses passes mágicos de millares de anos; não pode restar nada mais comigo. Organizamos os passes,

temos 15 anos para ver se conseguimos produzir um aglomerado de campos energéticos em massa.
Fechar a linhagem com uma grande explosão, que vocês me deixem tocá-los, revelar, transmitir os conhecimentos.


En 1973, don Juan se transformó en luz, la serpiente emplumada. El y sus congéneres dieron una vuelta final. Llega un momento en que la tierra te dice: estás libre... ¡vete! ¡Una existencia tan enorme que esté consciente de un microbio como yo! (casi llorando) ¡Me descompone!.. como una madre amorosísima. --¿Cómo tratar a un egomaniático? --Don Juan decía: a la gente le puedes decir el peor de los insultos, pero si se lo dices en tono de adulación... quedan encantados. Para poder ser un guerrero, lo primero es desligarse del yo personal. Para qué andar con enojos; la batalla no está aquí, está en el horizonte.


Em 1973, Don Juanse transformou em luz, a serpente emplumada. Ele e seus congêneres deram uma volta final. Chega um momento que a Terra te diz: estás livre… parte! Uma existência tão enorme está consciente de um micróbio como eu! (quase chorando!) Me desmonta… como uma mãe amoróssima.


- Como tratar a um egomaníaco?


- Don Jun dizia: para as pessoas você pode expresar o pior dos insultos, porém se o falas em tom de adulação… ficam encantadas. Para poder ser um guerreiro o primeiro é desligar-se do eu pessoal. Para que andar nervoso, irritado? A batalha não está aquí, está no horizonte.


--¿Se le puede robar a alguien su energía? --Nadie te roba energía, te la dispersan.


- Alguém pode roubar nossa energia?


- Ninguém rouba tua energia, a dispersam.


--¿En que partes del cuerpo se almacena la energía? --En la vesícula, vaso, páncreas, hígado y adrenales. El huevo luminoso que está alrededor de todo el cuerpo capta la energía y la encarga en estos órganos. Las mujeres tienen otro centro energético: el útero.


- Em que partes do corpo se armazena energia?


- Na vesícula, rins, pâncreas, fígado e supra-renais. O ovo luminoso que está ao redor do corpo capta a energia e a direciona para esses órgãos. As mulheres tem outro centro energético: o útero.


--¿Qué hay de la genética? --El comando genético ya no puede ser la reproducción; el comando genético ahora debe ser la evolución. El semen masculino está muy bajo; estamos a punto de extinguirnos y seguimos envueltos en imbecilidades.


- O que dizes da genética?


- O comando genético já não pode ser a reprodução; o comando genético agora debe ser a evolução. O sêmen masculino está muito baixo; estamos a ponto de nos extinguirmos e seguimos envolvimos em imbecilidades.


--¿El diálogo interno es bueno o malo para un guerrero? --Siempre está a favor del yo. Hay que parar el diálogo a patadas, perder la importancia personal. ¿Cómo?, como puedas.


- O diálogo interno é bom ou mau para um guerreiro?


- Sempre está a favor do eu. Temos que parar o diálogo interno a pontapés, perder a importância pessoal. Como? Como puderes.

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